terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Comissão aprova prioridade para software livre na administração pública

Desde 2003, o governo já promove ações para estimular o uso do software livre pela administração pública. Assim, deixou de gastar R$ 370 milhões com a compra de softwares. Levantamento realizado pelo Comitê de Implementação do Software Livre no Governo Federal em cerca de 130 órgãos da administração pública mostrou que, até maio, 56% deles já utilizavam software livre em seus servidores e 48% implementavam software livre em sistemas de informação. Os dados estão disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro http://www.softwarelivre.gov.br/, mantido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão desde 2007.

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou hoje proposta que garante preferência para softwares livres na contratação de bens e serviços de informática pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios. A medida consta de substitutivo da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) ao Projeto de Lei 2269/99, do deputado Walter Pinheiro (PT-BA), e outros seis apensados.

Pelo texto, software livre é aquele que garante a qualquer usuário, sem custos adicionais: a execução do programa para qualquer fim; a redistribuição de cópias; o estudo de seu funcionamento, permitindo a sua adaptação às necessidades do usuário, seu melhoramento e a publicação dessas melhorias; e o acesso ao código fonte.

Para a relatora, a adoção de software livre possui três objetivos: aumentar a competitividade da indústria nacional de software, oferecer condições de capacitação para trabalhadores do setor e diminuir o gasto público com o licenciamento de programas de computador. “Estima-se que o Estado, em todos os seus níveis, gaste cerca de 2 bilhões de dólares por ano com pagamento de aluguel de licenças de programas-proprietários”, afirma Erundina.

Licitações

O substitutivo altera a Lei de Licitações (Lei 8.666/93). Segundo a lei, para a contratação de bens e serviços de informática, a administração deve adotar obrigatoriamente a licitação do tipo “técnica e preço”. A proposta estabelece que, adicionalmente, a administração deverá observar a preferência a programas de computador livres e com formatos abertos de arquivos.

Conforme o texto, formato aberto de arquivo é aquele que: possibilita a comunicação entre aplicativos e plataformas; pode ser adotado sem quaisquer restrições ou pagamento de direitos; pode ser implementado de forma plena e independente por distintos fornecedores de programas de computador, em múltiplas plataformas, sem qualquer remuneração relativa à propriedade intelectual.

A contratação de programas-proprietários só ocorrerá no caso de “justificada inadequação” do software livre. Neste caso, a avaliação das propostas deverá considerar os custos totais, incluindo instalação, licenciamento, instalação e suporte.

Programa do governo

Desde 2003, o governo já promove ações para estimular o uso do software livre pela administração pública. Assim, deixou de gastar R$ 370 milhões com a compra de softwares. Levantamento realizado pelo Comitê de Implementação do Software Livre no Governo Federal em cerca de 130 órgãos da administração pública mostrou que, até maio, 56% deles já utilizavam software livre em seus servidores e 48% implementavam software livre em sistemas de informação. Os dados estão disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro (www.softwarelivre.gov.br), mantido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão desde 2007.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será apreciada ainda pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

24/11/2010 13:14

Íntegra da proposta:

PL-2269/1999

Reportagem – Lara Haje

Edição – Paulo Cesar Santos


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Alerta! Comercias que não passam no Brasil...

Celular ...

Maconha...

Ultrapassagem...

PROSPERIDADE E BEM ESTAR

JUACY DA SILVA


Muita gente imagina que prosperidade decorre apenas de fatores econômicos, da mesma forma que outras imaginam que a felicidade resultada apenas de fatores subjetivos e emocionais. Existe também muita gente que imagina que essas duas dimensões da realidade humana não tenham nenhuma relação ou que podem ser até mesmo antagônicas. Tem gente que afirma “dinheiro apenas não traz felicidade, mas talvez ajuda atingi-la”.

O Instituto Legatum, sediado em Londres, é uma das mais importantes entidades internacionais, independente e sem filiação partidária, que realiza estudos e pesquisas com a finalidade de analisar os níveis da prosperidade e de bem-estar dos países.

A cada ano divulga o seu “Índice global de prosperidade” em que são classificados, na forma de “ranking”, 110 países que, em conjunto, representam 90% da população e da economia mundial. Para tanto utiliza 89 variáveis agrupadas em oito índices setoriais e ao final o índice global. Os índices setoriais são: Economia, capacidade empreendedora e oportunidades, educação, saúde, segurança individual e pública, liberdade individual, capital social.

Neste sentido, prosperidade não é apenas uma questão econômica e financeira, mas muito mais; é uma questão de qualidade de vida, oportunidades de crescimento individual e coletivo, mobilidade social e econômica, liberdade plena, segurança real, desempenho efetivo das instituições publicas, transparência e atuação ética, enfim, condições que promovem a felicidade das pessoas em cada país. Em certo sentido o índice global de prosperidade do Instituto Legatum é mais abrangente do que o IDH da ONU e possibilita não apenas a definição de políticas públicas pelos diversos países como também pela sua metodologia científica pode ser também utilizado por outros organismos internacionais nas áreas política, econômica, social e cultural.

No final do ano passado o então Presidente do Legatum Alan Mc Cormick divulgou em Washington, D.C., na Universidade de Georgetown, os dados referentes a 2010, possibilitando os estudiosos de política internacional terem em mãos um grande e precioso acervo sobre a realidade econômica, política e social dos 110 países já referidos.

O Brasil, como soe acontecer, também neste ranking, como em tantos outros divulgados nos últimos anos, continua muito feio na foto. No índice geral de prosperidade ocupa da 45ª posição (a mesma de 2009, enquanto vários países apresentarem melhora no ranking) e no contexto continental está na 9ª posição atrás do Uruguai, Chile, Argentina, Costa Rica, Panamá, Trinidad Tobago, Estados Unidos e Canadá.

Nos índices setoriais nosso desempenho também não faz jus nem ao tamanho de nossa economia e muito menos na imagem que é transmitida pela propaganda do governo federal. Em economia ocupamos a 32ª posição, em capacidade empreendedora e oportunidades 49ª posição, em governança 60ª posição, Educação 75ª posição, saúde 55ª posição, em segurança individual e pública 76ª, em liberdade individual 25ª posição e em capital social 56ª posição.

No caso da educação o desempenho do Brasil é mais do que ridículo. Nosso país está em posição pior do que todos os países Sul Americanos, com uma única exceção, o Paraguai que esta em 86. Além de ter sido avaliado em pior situação do que vários países da America Central, da África, Ásia e Oriente Médio.

O mesmo ocorre com a segurança individual e coletiva, setor em que o Brasil está em pior situação do que na educação e saúde. Neste setor perde também para 75 outros países dos 110 avaliados, incluindo Paraguai e diversos outros do terceiro mundo.

Em uma das variáveis, por exemplo, a violência e a repressão policial, o Brasil está na 90ª posição entre os 110 países o que não deixa de ser um vexame para nossas autoridades deste setor. Pior mesmo é quando a variável é a questão do medo das pessoas dentro de casa e nas ruas e outros logradouros públicos, o Brasil ostenta a 96ª posição, pior do que praticamente todos os países que estão em guerra civil ou guerra com outro país.

Interessante em tudo isto é que Lula deixou o Governo com o maior índice de aprovação já constatado em nossa história, parecendo que o Brasil ostenta excelentes níveis de prosperidade e de bem-estar, no sentido deste conceito como aqui referido.

Alguma coisa anda errada em nosso país. Com tantos problemas que afligem a população e os governantes sendo eleitos, re-eleitos e avaliados como ótimos. Será que a propaganda oficial está fazendo a cabeça do povo ou este continua alienado e manipulado pela política de pão e circo? Esta é uma questão para ser analisada de forma mais profunda pelos estudiosos de nossa realidade.


JUACY DA SILVA, professor universitário, aposentado UFMT, Ex-Ouvidor Geral de Cuiaba, mestre em sociologia, colaborador de A Gazeta. Site www.justicaesolidariedade.com.br E-mail professor.juacy@yahoo.com.br

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cartões de Ano Novo 2011...

O Observatório Social de Apucarana deseja a Você e toda sua Família um 2011 repleto de Saúde, Paz, Esperança, Amor...
Que o mundo mude de fato seus conceitos e pré-conceitos em favor do bem, para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária!
Feliz Ano Novo!!!









quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!


O Observatório Social de Apucarana agradeçe por todas as conquistas alçançadas
 e deseja um Feliz Natal a todos seus
 Apoiadores,  Fundadores, Mantenedores e Voluntários!


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Radar nas prefeituras, um caminho para acabar com a corrupção!

Quando começaram a surgir os veículos, foi preciso criar as regras de transito, e com elas a policia para cobrar o cumprimento, multando, alertando e até prendendo. Mas não bastou, continuamos a ver morrer muita gente por não observar o que diz a lei. Surgiram então os radares, que sem nenhuma cerimônia mete a mão em nossos bolsos e faz com que paremos de vez com a correria.

Sorria você está sendo filmado, é outra coisa da modernidade que nos fez mudar radicalmente de cultura. Passamos a ter mais educação, menos sujeira, menos vandalismos, etc. O que a educação não conseguiu com décadas de trabalho, um pequeno aparelho fez em poucos dias. A professora gastou muita saliva ensinando que o patrimônio público é de todos, mas nada. Lá estava mais uma carteira quebrada, riscada, mais um quadro arrancado. Bastou uma câmera instalada em local estratégico, para reduzir em mais de noventa por cento os prejuízos.

Agora temos a certeza, o homem precisa de controle, controle para tudo, senão a vaca vai para o brejo. E não há quem não concorde com algum tipo de controle na vida, a guia para o pedestre, a faixa de proibido estacionar, etc.

E como vai o Estado? Já que ele é a soma de todas as pessoas. É propriedade do povo e para o povo deve trabalhar. Bem, os governos (federal, estadual, municipal) como um condutor de veículo, têm as regras (leis), tem os guardas, representado aí pelos Tribunais de Contas, Controladorias, Ministério Público e até pelo Judiciário. Mas os condutores, mesmo aqueles que desejam fazer certo, andar na velocidade adequada, por falta de habilidade, perícia ou até por abuso, andam fora da Lei.

Quem sofre com isto é o veículo (Estado), que de colisão em colisão, está cada vez mais sucateado, amassado, quase sem condições de uso. E o dono desta frota, o povo, tem que colocar mais dinheiro para a manutenção desta máquina mal dirigida.

Mas a boa notícia é que, como os radares que deram um jeito nos motoristas abusados, surge um outro tipo de “radar da gestão pública” , os Observatórios Sociais. Onde foi fundado um Observatório Social, as compras públicas ganharam mais eficiência, cresceu o planejamento, melhorou a profissionalização das equipes, e mais que isto: cumpre-se a lei.

Os Observatórios Sociais, não substituem os guardas (controle externo), não interferem nas políticas públicas, não fazem juízo de valor, não participam de movimentos, já que são apenas ferramentas de controle. Mas com sua observação técnica e metódica, influencia na conduta dos agentes, provoca a mudança veloz da cultura e materializa o novo rumo para a gestão pública.

O trabalho é pedagógico, visto que identifica os erros e provoca na sociedade a crítica conseqüente, com dados reais, deixando de lado a política do “quanto pior melhor”, ou até mesmo a velha história de que só temos dois lados, o do bem e do mal. E como a câmera, que mudou a cultura dentro da escola, vai mudando a cultura de gestão pública, antes sem profissionalismo, sem planejamento, sem efetividade, enfim, um pequeno “radar” faz a diferença.

Então, tratemos de instalar radares em todas as prefeituras do Brasil e depois, bem... Depois a gente conversa.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Conquista obtida por meio da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

EMPREENDEDOR INDIVIDUAL VENCE LICITAÇÃO DE PREFEITURA NO SUDOESTE DO PARANÁ




José Coles, que trabalha com sonorização de eventos, sai da informalidade para vencer licitação de prestação de serviços em menos de um dia.



Em 24 horas, José Marcolino Coles, empreendedor que reside no município de Mangueirinha, sudoeste do Paraná, saiu da informalidade para vencer uma licitação pública, para fornecimento de serviço de sonorização para a prefeitura local. A história de José Coles é mais uma conquista obtida por meio da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que confere tratamento diferenciado, simplificado e favorecido às micro e pequenas empresas e empreendedores individuais que participam de licitações públicas.



O Sebrae/PR, graças ao Programa de Desenvolvimento Local Fundamentado na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, atua diretamente na divulgação e implantação da legislação junto aos municípios do sudoeste paranaense, numa parceria com prefeituras, com a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (AMSOP) e a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Sudoeste do Paraná (Cacispar).



O consultor do Sebrae/PR em Pato Branco, Gerson Miotto, relata que a história ocorrida em Mangueirinha reflete a nova realidade para os pequenos empreendedores. “Os pequenos negócios são os maiores geradores de emprego e renda nos municípios. Uma legislação específica que favorece as micro e pequenas empresas, bem como empreendedores individuais, é sinônimo de oportunidade e de desenvolvimento”, justiça Miotto.



Em Mangueirinha, o novo empreendedor individual, José Coles, conta que vinha trabalhando com sonorização de eventos e festas há quase dois anos, mas na informalidade. Ao conhecer os benefícios da nova legislação, procurou informações com o agente de desenvolvimento e foi orientado sobre a figura jurídica do empreendedor individual. “Eu já sentia a exigência de estar devidamente documentado e formalizado. Procurei apoio, encontrei e agora sou formalizado e estou prestando serviços para o município”, relata.



José Coles projeta mais oportunidades a partir do contrato com a Prefeitura, pois estará também divulgando seu trabalho para empresas e outras entidades que exigem documentos na hora de contratar serviços. “Valeu a pena, pois agora posso ampliar meu negócio, basta mostrar serviço”, projeta. Sobre o fato de conseguir a formalização e vencer uma licitação no prazo de um dia, José Coles diz que a oportunidade vem para quem está preparado. “É claro que tudo foi muito rápido no meu caso. Mas o fato de estar formalizado e a lei beneficiar a gente, isso foi decisivo para vencer o processo”, analisa.

Orientação e apoio



O que é reconhecido pelo empreendedor individual é ratificado pelo agente de desenvolvimento municipal, Paulo Elias Nunes. “Atendi o senhor José Coles e o orientei a formalizar-se, já que ele tinha ficado sabendo que haveria uma licitação no município e gostaria de participar. A documentação saiu em tempo, para participar do processo, e ele venceu”, destaca.



Paulo Nunes enfatiza a participação da Prefeitura e o apoio do Sebrae/PR na implantação da Lei Geral. “A administração municipal vem dando abertura para os empresários de pequenas empresas participarem de compras públicas e facilitando o acesso a formalidade. Isso, com a orientação técnica do Sebrae/PR, certamente vai promover o desenvolvimento através da Lei Geral”, atesta.



Em Mangueirinha, município com 16.700 habitante, de abril a outubro, 46 novos empreendedores individuais foram formalizados.



Sobre o Sebrae/PR



O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos que foi criada para dar apoio aos empresários de pequenos negócios e aos empreendedores interessados em abrir micro e pequenas empresas. No Brasil, são 27 unidades e 750 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio do atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, capacitações empresariais, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco no empreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.